Essência. Uma palavra simples que significa aquilo que é básico, central e que caracteriza o nosso ser/existir. Mas, diante de tantas dúvidas, várias informações e pensamentos que fogem ao nosso alcance, é importantíssimo que nos perguntemos: me sinto próximo ou afastado do meu centro, da minha essência?

Estar conectado com a sua essência é algo orgânico, natural e não existe um botão de liga e desliga. Somos o que somos e somos únicos. E essa reflexão me surgiu em um momento totalmente despretensioso, enquanto assistia ao documentário do Arnaldo Antunes no qual ele conta todo o nascimento dos “Tribalistas” e como tudo foi simples, regido apenas pelo que os três músicos mais gostam de fazer: música. Sem metas, sem pretensões comerciais e sem gravações agendadas. Uma casa. Violão. As pessoas certas. Essência.

O mais interessante é que o CD dos Tribalistas só foi gravado um ano após esse encontro sem muitas pretensões e o resultado vocês conhecem. 

O que acontece quando estamos conectados com a nossa essência – e por que não dizer com essa “pureza” da nossa alma? – são insights, criações autênticas. E eu me pergunto qual o momento exato no qual vamos perdendo esse encantamento, esse brilho no olhar, essa magia do simples? Quantas camadas você tem que deixar ir para se conectar com essa fonte mágica?

Ar.

Respirar.

Limpar.

Desconectar.

Reconectar.

Essenciar.

A pessoa mais atraente, irreverente e interessante do universo é você.