Onde está o foco da sua atenção?

Eu te convido a uma reflexão: qual o papel que você deseja assumir como indivíduo e para onde você deseja olhar? Por fim, te convido a pensar um pouco sobre o seu senso crítico e os seus filtros.
Que tal focar no que é importante para você? Aliás, eu tenho algumas perguntas: o que é importante para você? O que você acredita, o que te move e te ajuda a evoluir? Que tipo de ações funcionaram para você e por quê? Você está feliz profissionalmente, e o que contribuiu para isso? O que te inspira nas pessoas, no mundo? Você deseja se aprofundar em algo nos próximos meses? O teu momento é de arriscar, é de investir, é de refletir?
Se o foco da atenção for você, sua vida, seus desejos…. Uau! Parabéns. E digo mais: eu gostaria de te conhecer, porque para mim é inspirador conhecer pessoas que se conhecem, sabem o que querem, não são vítimas dos benefícios ou malefícios dos novos tempos, nem perdem seu tempo polemizando temas que não levam a nada.
O termo usado na literatura para denominar o “foco” da nossa atenção é “priming”. Existem estudos que comprovam que este processo pode influenciar fortemente não apenas o nosso mental, mas também as nossas reações fisiológicas. Vale a pena se aprofundar neste tema. S. De Shazer introduziu a conversa sobre soluções (Solution Talk), e John A. Bargh tem artigos sobre os efeitos do priming no nosso comportamento (http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0029081).

Você decide se vai ter uma postura de vítima das ofertas surreais que o mundo está produzindo ou protagonista das escolhas sensacionais que você está fazendo. Segundo Gunhter Schidt, a sua decisão vai causar impactos surpreendentes nas suas reações involuntárias e, consequentemente, no seu comportamento. Todo esse movimento de foco da atenção, que foi iniciado pelo Milton Erickson, ganhou muita força depois dos estudos e dos experimentos da biociência.
Fazendo um paralelo com o nosso tema, algumas pessoas estão menos interessadas em acompanhar polêmicas ou se envolver nelas, e não por serem alheias, ou desinformadas. É exatamente o contrário. Ter um opinião formada não é sinônimo de querer divulgá-la, e ter muitas ofertas “furadas” no mercado não elimina as boas ofertas e os melhores temas, insights e caminhos interessantes a seguir. 
Deixar a fila das coisas desinteressantes e chatas andar, e focar em algo bacana, interessante e fascinante para VOCÊ, no seu momento atual, só faz de você uma pessoa única, com ideias próprias e assuntos novos, temas que não estão na página principal de cada blog do momento. 
Encerro com a seguinte provocação: com quem você quer se conectar de verdade? Avalie bem o que você vem consumindo e como você está absolvendo e refletindo essa energia. Você está atraindo pessoas interessantes para o seu convívio? Te faço um último convite: pense em algo que te dá muito prazer e satisfação, e foque sua atenção nisso durante alguns minutos. Perceba, após algum tempo, se houve alteração na sua fisionomia, na sua fisiologia, no seu estado de espírito. Faça isso com mais frequência, e o que estará a lhe esperar, é pelo menos um brilho no olhar.